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Tribunal polaco ordena a Kaja Godek que peça desculpa ao ativista LGBT Bart Staszewski

Bart Staszewski numa cerimónia de entrega de prémios na Suíça, em 14 de outubro de 2019. Foto: PullBear / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.
Bart Staszewski numa cerimónia de entrega de prémios na Suíça, em 14 de outubro de 2019. Foto: PullBear / Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.

O Tribunal Regional de Varsóvia ordenou, em 19 de outubro de 2026, que a ativista conservadora polaca Kaja Godek peça desculpa ao ativista LGBT Bart Staszewski. Segundo o Onet, o tribunal apreciou a sua ação cível de defesa dos direitos de personalidade por uma declaração de Godek na Marcha pela Igualdade de Lublin de 2021.

O confronto ocorreu em 23 de outubro de 2021, em Lublin, no leste da Polónia. Godek, opositora do aborto e representante da Fundação Vida e Família, recusou falar com Staszewski, associando-o a abusos sexuais de crianças. A Wirtualna Polska noticiou na altura o encontro, registado em vídeo. Staszewski classificou aquelas palavras como uma acusação infundada.

No seu comunicado, Staszewski explica que considerou a declaração uma violação da sua dignidade, do seu bom nome e da sua reputação. A juíza Agnieszka Derejczyk apreciou a ação de defesa dos direitos de personalidade, com o número IV C 44/25. Segundo o autor da ação, a sentença foi anunciada numa audiência à distância em que Godek não participou.

De acordo com o relato de Staszewski sobre a fundamentação oral, a juíza afirmou que não se podem lançar acusações e exigir que os visados se justifiquem. O ativista acolheu favoravelmente a decisão e sublinhou a responsabilidade dos participantes no debate público pelas suas palavras. Esta descrição da fundamentação do tribunal provém do autor da ação.

O Onet apresentou a posição de Godek em setembro de 2022, durante um processo penal distinto iniciado por acusação particular em Lublin, relacionado com o mesmo conflito. Na altura, ela descreveu o processo como vingança pela sua iniciativa Stop LGBT e disse ter proposto um acordo. Estas declarações antecederam a atual sentença cível.

Segundo as informações publicadas sobre a decisão de 19 de outubro, as desculpas devem ser apresentadas a Staszewski pessoalmente ou por carta. A sentença é de primeira instância e ainda não transitou em julgado; ambas as partes podem recorrer.

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